Barrett. The definitive visual companion to the creative work of Roger 'Syd' Barrett. Click here to register now.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Livro definitivo sobre o Syd.

Está chegando ai um livro que promete imagens mil e hitórias mil do Syd Barrett. Não só do Syd, mas do Roger Barrett também!

Fotos das pinturas dele e material inédito. No site já dá pra sentir que a coisa vai ser forte!

Mas o apelo comercial gritou, porque o troço nem tá pronto e já estão ai divulgando. Mas né? Eu pagaria as £60 SE o livro for mesmo TUDO isso que promete.
VEREMOS.

Site: http://www.barrettbook.com/

Tirei a notícia do blog da Súh, o http://blogpinkfloydmylife.blogspot.com/ que eu acho muito legal e está sempre atualizadíssimo sobre o Pink Floyd e Syd também. Super recomendo, já que o meu blog não é de notícias.

ENJOY.

Matando a curiosidade inicial.

Comecei a ler o livro MADCAP. Bem, depois de esperar mais de um mês a tendência era mesmo eu me agarrar no livro. Dito e feito, passei a quarta agarrada nele, até dormi de óculos com o livro na mão. A LOCA FÃ.

Como eu recebi a fã pirada, já deu para eu dar uma chegadinha aqui e falar um pouquinho do que eu já li. Então:

Cada um joga com o que tem. FATO. Das 120 páginas do livro eu já li 60, e muitas destas são papos com as pessoas que estão em todos os documentários e revistas que falam sobre o Syd, mas não que isso seja ruim, é que rola um lance todo repetitivo, e ficar lendo a mesma coisa em vários tipos de mídias, é chatinho não?
E como que ele joga com o que tem? Se ele falou com uma das namoradas do Syd, ele conta os papos românticos dos dois, as cartas, coisas que eu acho um pouco sem propósito, afinal tu foge do Syd e entra no Roger, e eu não me sinto bem invadindo a vida dele desta forma. Mas também se a vaca da ex e o troxa do autor se prestaram a este papel. Mas enfim.

Uma coisa fofa. No livro o Tim coloca que o Syd teria dito: "Não pense que eu vou dizer que quero se rico e famoso". Meu muso. Acho que ele falou isso pra Libby (primeira namorada dele). E falando em mulher, o autor separa em categorias as mulheres que o Syd pegou. Deprimente. E que ele teria até mais de uma namorada ao mesmo tempo, e que elas se pegariam também. Tá, e? Com essa eu realmente durmo em paz.

Pra salvar o livro, até o momento: o Tim relaciona algumas músicas do Syd com as suas inspirações, os poemas, autores. Isso eu acho legal.

A constar: Não me prestei a ler o livro com um bloquinho do lado, anotando idéias. O que vier veio, na hora de postar. Se eu começar a anotar perde todo o tesão da espontaneidade.

Logo apareço com mais do livro. E PONTO PRA MIM. Que não lembro da última vez em que me agarrei assim num livro, ainda mais em inglês.

O livro MADCAP

Finalmente chegou o meu livro importado, o MADCAP do Tim Willis, dita a biografia "quente" do Syd, dos últimos tempos. Vou postar umas fotenhos do livro pra deixar o povo com desejo de ler também.










Quanto a fotos, aquelas que aparecem no Google, sem muitas emoções, a não a ser a foto da Lindsay Corner (abaixo) e a da Gala Pinion (a que segue depois da Lindsay,fazendo pose, na direita), que eu tinha curiosidade de ver quem eram. Curiosidade troxa a minha, pois tanto faz quem o Syd Barrett namorou, mas como não achei nada delas na internet, posto as fotos aqui:







O tal do Tim se deu ao luxo de postar uma foto do Syd que rola na internet, dele já bem velinho, de 2002. Achei DESNECESSÁRIO.

Em breve meus devaneios em cima das novas informações que pretendo conseguir com o livro.
PS. Espero que se um dia alguém fizer a minha biografia, não coloque uma fotinho fazendo palhaçada na praia e com o título MADCAP (louco). Né. Não ajuda a reputação do tio.

A constar: O livro custou 38 reais e tem um prazo de 6 semanas pra chegar, eu encomendei pela Cultura. E pra lembrar, é em inglês. No fucking translation.

ENJOY.

domingo, 28 de março de 2010

Where are you? Vegetable Man?

O fim estava próximo e a banda percebia isso. Não percebia como estava preocupada com o rumo das coisas dali pra frente. A saída do Syd seria inevitável e barrar as bizarrices dele seria o mais óbvio a fazer.

As bandas quando se profissionalizam assumem compromissos, assumem datas de shows e toda aquela chacrinha que envolve a promoção de um grupo. E foi nessa vibe que o Syd Barrett simplesmente não se encaixava. Lendo pouco sobre o cara fica claro que ele não pretendia ser um popstar e tocar 4 vezes por semana, no mínimo. As drogas assumiam o corpo do Syd e ele estava quase um exu caveira perambulante pela Inglaterra, e não ir aos ensaios realmente deixou a “banda” puta da cara. Mas peraí, de quem era a banda? Era do Syd não? Quem era o ser pensante dela? Ah ta pra saber.

A falta de profissionalismo do Syd acabou depondo contra ele. Não posso culpar os outros integrantes disso, mas o Roger deveria ter pensado: - Vamos formar outro grupo e esse cara que avacalhe com o que sobrar do Pink Floyd, que nunca passará do álbum inicial. Um pensamento meio evil, mas né? Mas a verdade foi: - Vamos tirar o pinta da banda e ele que se vire, lembram do David Gilmour? Aquele cara de Cambridge que o Syd ensinou a tocar guitarra? Certamente se encaixará no lugar de guitarrista e acredito que ele seja bastante influenciável para não se meter nas minhas composições. Momento evil pra mim. Mas juro que ele deve ter pensando algo muito próximo disso. Juro.

Como não tirar o Syd assim, na loucura? deixar os dois guitarristas tocarem juntos um tempo até a coisa se encaixar e o Syd larga naturalmente...

Então vamos gravar “A Saucerful of Secrets”? Eba! Hummm NOT! Syd Barrett estava cada vez mais caindo pelas tabelas, no momento exu máster na banda, o que faz com que a entrada do David fosse oficializada, até porque gravar um álbum com um guitarrista & vocalista que não dava as caras ficava foda. Bem, vamos aos fatos concretos: David tocou em: “Let There Be More Light”, “Corporal Clegg”, “A Saucerful of Secrets" e "See-Saw". Logo Syd tocou em: "Remember a Day", "Jugband Blues" e "Set the Controls for the Heart of the Sun". Até ai tudo bem, massss, não tá faltando a “Vegetable Man” ? Humm, FICOU faltando. A casa tinha caído mesmo, e o Syd sempre foi autobiográfico, escreveu uma música sobre o declínio dele como pessoa e artistaisso eu admiro tanto nele, essa auto-depreciação assumida – mas ela não entrou no disco, puxa, porque será? Vergoinha do cara? Então o Pink Floyd era que nem marido corno, todo mundo sabia do buraco negro em que tinha se metido o Syd e o grupo se fez de louco ou foi o último a saber. Baita migué. Eu morro de tristeza com a música “Jugband Blues”, bah sério:

It's awfully considerate of you to think of me here

And I'm most obliged to you for making it clear

That I'm not here

Tradução:

É imensamente atencioso de sua parte pensar em mim aqui

E eu fico muito grato por você deixar claro

Que não estou aqui

Essa música tem nome e sobrenome, como que esta entrou no álbum e “Vegetable Man” não? Ela é toda triste infeliz, diz que ele não ta . Que deprê, péssimo jeito de se sair de uma banda, sei .

Então falando de “Vegetable Man”, vamos a uma pequena parte da letra, que é a que interessa neste momento:

and all the luck,

its what I got,

Its what I wear,

Its what you see,

It must be me,

Its what I am!

Vegetable man! Where are you?

Tradução:

E toda a sorte,

É aquilo que eu comecei,

É aquilo que eu desgastei,

É o que você ,

É aquilo que eu sou!

Homem Vegetal! Onde você está?

a parte do “It must be meque eu acredito que seja “deve ser eu”, ao invés do “aquilo que eu sou!”.

Total e completa autobiográfica a letra. Mas e daí? Qual o problema??

Essa música me mostra o como ele era pirado e no fim das contas, mesmo assim, era consciente para falar a verdade.

Para ouvir:

Vegetable Man: http://www.youtube.com/watch?v=I7e1RUXUx7o

Jugband Blues (pra ouvir e ficar tristinho):

http://www.youtube.com/watch?v=RTtXVrANEhU

ENJOY POVO.

quinta-feira, 25 de março de 2010

FOTOS DA REVISTA MOJO



Eu há algum tempo comentei que eu comprei a revista importada MOJO, do mês de maio, que a capa é o Syd Barrett. E que eu havia dito que iria tirar umas fotos pra mostrar aqui, até porque pelo preço que ela custa, melhor saber o que tem dentro pra ver se vale ou não. Pra mim valeu bastante. Ainda vale! O chamarisco é o cd com versões do “The Madcap Laughs” por outros artistas.

Então seguem as fotitos:





























Então taí!!! Outra hora eu posto o resumo de tudo que a matéria fala, mas muita coisa eu já usei como subsídio aqui no blog.

ENJOY!

sábado, 20 de março de 2010

Em busca de definições.

A gente sempre se pergunta como poderia definir o Syd Barrett. Eu me pergunto muito isso. Eu acho que a frase “ah, tal pessoa é impossível de se definir”, isso é uma mentira, a falta de palavras, neste contexto só serviriam quando estivéssemos ouvindo um som, onde fazer uma interpretação crítica e explicar as influências tirariam a poesia da coisa. Mas pessoas, pessoas a gente pode definir. Uma frasezinha que seja, uma mini-história para que os outros entendam quando nos perguntam: Tá, mas quem é essa pessoa que tu ta falando, o que ele fez? Isso acontece o tempo todo, e com todo mundo, a respeito de muitos artistas.
Eu fico eventualmente frustrada ao ter que explicar pras pessoas que foi (e quem é, afinal lendas não morrem) o Syd. Isso só me faz indagar quais as possibilidades que eu poderia ter para descrever o cara. Mas não me venham com o básico: lenda-do-rock-pink floyd-drogas. A coisa é maior que isso. Eu sempre penso na palavra sensibilidade ao falar & pensar nele, pois mesmo com toda a “drogaditude” ele tinha uma coisa de sensível nele tão sincera, tão bonita. Eis que então, ao olhar e procurar outras coisas, que eu achei uma definição tão interessante que me tocou. Compartilho aqui:

“A gente gosta de mitos na música. Eu sou atraído em especial pelos gênios loucos, gente que abusou das drogas, entrou em alguma porta proibida, mostrou pro mundo um pouco do que tinha lá dentro mas se perdeu na floresta antes de poder mostrar o resto. Não sei se é porque o que tem lá dentro é forte demais para as mentes abertas, mas fragilizadas, dos geniozinhos acidulados [...]”


Estas palavras eu achei no site da NOIZE, e foram ditas pelo Fernando Corrêa. E acho que assim como ele, eu também sou atraída pelos gênios loucos. Porque essa gente brilha, brilha como fogos de artifício.
E cada vez me abro mais a longas definições, porque quanto mais eu quero poder dizer mil coisas em uma única frase, mais eu estou longe disso, e sinceramente, who cares? Os outros que procurem na internet as definições medíocres de pessoas que simplesmente NÃO TEM definição.
Cada dia que passa eu adiciono uma nova palavra ao dicionário Syd Barrett. Porque definição é para os fracos.

Ficadica: www.noize.com.br
Site de música, com milhões de notícias atualizadas. E também possuem a revista impressa de distribuição gratuita. Ou baixem a versão PDF, igualmente satisfatória.

Fernando Corrêa: O rapaz sensível que faz a Edição da NOIZE. Leiam os textos da coluna dele no site da revista!

P.S. Eu não faço merchan se a coisa não for REALMENTE boa.

ENJOY.

terça-feira, 9 de março de 2010

Leituras Syd Barrett’ianas

Lendo um pouco sobre a história da juventude do Syd, contada por seus amigos (aqui o amigo é o David Gilmour), em que estes dois rapazes saíram para uma aventura em 1965! O nosso jovem Syd com 19 anos e com desejo de curtir a vida adoidado. Bem, a aventura foi no sul da França, onde eles se aventuraram por St. Tropez (phynos). Por lá encheram a cara, riram, falaram merda e leram livros proibidos na Inglaterra no período.
Syd e David conseguiram dois livros, “História de O.” de Pauline Reage (pseudônimo de Anne Desclos, revelado somente muitos anos depois) e “O Almoço Nu” de William Burrough. E que foram lidos rapidamente, dentro da barraca do acampamento, para que não tivessem que ser levados para a Inglaterra, com medo de que fossem presos por portarem literatura ilegal. O primeiro livro trata sobre submissão sexual e o romance se tornou um ícone da literatura erótica, o segundo trata sobre a mudança no mundo e sobre drogas (!!). Claro que eu estou oferecendo um resumo de um resumo, apenas para contextualizar.
Claro que os jovens de ontem são os de hoje, e que assim como nós, eles também pensavam em sexo, putaria, drogas e festas. Imagino que o romantismo de ler contos eróticos tenha ficado pra trás e pra gente sobrou uma chinelagem escancarada. Mas aí é que está o ponto, o que me leva a admirar o Syd, o achar mais interessante, o fato de ele ler livros que estão mascarados com sexo quando na realidade estão recheados de questões antropológicas. Isso me leva a confirmar seu caráter libertino pra vida, hum, ok, não tão libertino assim, mas um legítimo cara born to be wild.
Neste período da vida, Syd e David era uma coisa melhores amigas. Viviam colados, tocavam juntos, e já tinham estudados juntos. Mas aí o Syd resolveu andar mais com outro cara, o Roger Waters, e nosso David ficou pra trás. Olhando hoje, PÉSSIMA troca. Eu não gosto muito do Waters #prontofalei. E no fim das contas, tudo correu como já sabemos, pra banda, eu digo.
Hoje eu não toquei muito o pau não, só queria dividir os dois livros que o Syd leu, acho legal a gente compartilhar isso, é como os pensadores, um sempre puxa o outro, porque um já leu o outro. Isso me mostra a sensibilidade dele. E porque na música seria diferente? Eles eram muito mais interessantes do que são hoje, eram mais cultos e musicalmente instruídos e NATURALMENTE & DIVINAMENTE talentosos.
O texto foi um pequeno drops da vida do Syd Barrett. E para quem quiser, eu tenho os dois livros em PDF. A “História de O.” em português e “O Almoço Nu” em espanhol. E eu passo: cristaldarocha@hotmail.com é o meu email, só pedir que eu encaminho na boa.

E eu estou lendo o livro que conta a história da criação do álbum The Dark Side of the Moon, em breve novas historinhas, já que lá o cara fala bastante do Syd... E os meus livrinhos importados ainda não chegaram...